DTM e Dor Orofacial

Caros colegas. 

Há algum tempo, em outra discussão, o colega Fernando Falchi trouxe para debate um artigo publicado na Revista da APCD intitulado " A ancoragem no tratamento cirúrgico dos deslocamentos do disco articular da ATM. Estudo longitudinal", que pode ser baixado clicando aqui.

Enviei uma carta ao editor, que foi publicada no volume de novembro/dezembro da revista, com a devida resposta dos autores, e que pode ser baixada clicando aqui.

Apesar da limitação de 500 palavras da carta, acredito que tenha sido claro no meu texto, e não fiquei satisfeito com a resposta dos autores. Estou avaliando ainda se envio outra correspondência ou considero o assunto finalizado.

O que acham?

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Rodrigo: perfeito!

Por favor, se eu escrever algo futuramente, sobre o assunto, não entenda como plágio. É que penso exatamente assim, e só não fiz uma revisão sobre o tema por absoluta falta de tempo. A Juliana Stuginski é testemunha que já conversamos exatamente nesses termos (rs)

Rodrigo, é isso mesmo. Não se trata de ataques pessoais, grosseria, etc (nós é que fomos muitas vezes vitimados por estes). Trata-se de impor o reconhecimento dos fundamentos da especialidade de DDTM, para que ela não seja tratada com desprezo, banalizada, como vi inúmeras vezes. As outras especialidades continuam tendo toda a importância.

abrçs

Então, é isso que os colegas falaram... Se não nos posicionarmos, não haverá discussão científica, ficando a comunidade odontológica em geral e os pacientes de DTM com a falsa impressão de que, se o tratamento clínico inicial conservador e reversível que foi proposto pelo profissional que o atendeu (independente dele ser cirurgião, clínico, protesista, ortodontista, etc...) "não deu certo", é caso de partir pra cirurgia, sem avaliar todos aqueles questionamentos que citei anteriormente, bem como a falta de conhecimento quanto à evolução natural, na maioria dos casos, do DDSR... Essa visão é demasiado simplista e redutora... Penso que quanto a isso é que devemos nos posicionar, inclusive dirigindo publicações para revistas menos especializadas, de maior alcance para CD´s e acadêmicos, e participando de congressos, cursos, palestras, publicações, etc, em congressos, períodicos, conclaves, etc, que não seja específico da DTM/DOF. Acredito que, com a fundação da SBDOF, isso ficará mais fácil (ou menos difícil...) Mas é aquela questão, muitas vezes é preciso ter tempo para que as coisas e as "filosofias" sofram alterações, mudem, melhorem... Isso é trabalho pra uma geração e acredito que temos que fazer, efetivamente, o trabalho de "formiguinha"... Além dos CD´s clínicos e especialistas nas outras áreas, é importante também, em minha humilde opinião, melhor formarmos os alunos de graduação na área de DTM/DOF... Acredito que, no futuro, eles, futuros CD´s, é que farão a diferença quanto ao reconhecimento da importância e respeitabilidade da especialidade...

Enfim, é mais ou menos isso o que eu penso! Grande abraço a todos!

Ah, só mais uma coisinha! Sei que talvez não esteja postando no fórum adequado, mas, como é o que está em maior atividade no momento, e como estamos debatendo um artigo científico publicado, gostaria de fazer uma pequena observação:

Reynaldo, em SP, durante o CIOSP, tive a oportunidade de adquirir o seu livro...

Comecei a lê-lo já no avião, de volta aqui pra Maceió... Aliás, ler é uma palavra eufemista, eu comecei mesmo foi a "devorá-lo", e terminei ontem... Depois da leitura, pude analisar dois graves erros dele:

1) Você não haver escrito o livro ANTES!!!!!

2) Você haver escrito o livro como se fosse algo para ser lido apenas pelos interessados em DTM!!!!

Rsss

Falando sério, colega Reynaldo, foi, para mim, uma leitura extremamente agradável e de grande aprendizado... Quisera eu ter tido a oportunidade de haver lido algo não só importante, como também fundamental para todos nós que trabalhamos na área de saúde... Esse era o conteúdo que eu deveria ter tido nas minhas aulas de Metodologia Científica, tanto da graduação quanto das pós-graduações...

Achei incrível a sua profundidade acadêmica, dentro da sua simplicidade de linguagem e de tamanho... Penso, sinceramente, que o seu conteúdo deveria ser ensinado e estendido para todos os cursos de Odontologia do Brasil, para todas as especialidades, e ainda para a graduação! Talvez, Reynaldo, você, apesar de ser o autor do mesmo, ainda não tenha tido a possibilidade de perceber o quão valioso aquele pequeno exemplar de capa azul possa ter para a vida de tantas pessoas, profissionais e pacientes...

Bom, vou parar de jogar confetes, porque isso não faz muito parte do meu feitio, mas, realmente, recomendo o livro com enorme entusiasmo. Simplesmente, maravilhoso...

PARABÉNS, Prof. Reynaldo!!!!!

Rodrigo Catunda

Maceió/AL

Rodrigo...me passe o número da sua conta para eu depositar o jabá...kkkk...brincadeira...obrigado pelo incentivo...

Bem..eu sempre achei a linguagem científica um pouco árida para quem não estivesse extremamente motivado, por isso sempre tive vontade de escrever as mesmas coisas em uma linguagem diferente...daí surgiu a linguagem deste livro...outros virão :-)

Quanto à sua colocação "penso que quanto a isso é que devemos nos posicionar, inclusive dirigindo publicações para revistas menos especializadas, de maior alcance para CD´s e acadêmicos, e participando de congressos, cursos, palestras, publicações, etc, em congressos, períodicos, conclaves, etc, que não seja específico da DTM/DOF", mais uma vez, concordo 100%.

Em uma palestra em um congresso da SBCe eu colocava um texto publicado naquele jornalão da APCD e um outro do Journal of Orofacial Pain e perguntava: quantos lêem o JOP e quantos lêem o Jornalão "grátis"da APCD que todo mundo recebe em casa? E todos nós queremos estar no JOP, enquanto muitos que não entendem nada de nada estão espalhando suas idéias sobre nada pelo jornalão. Ou seja: nós deveríamos estar no jornalão também!

Como vê, nossas idéias têm muito em comum...espero que possamos tomar um chopp um dias desses. 

Abç.

 

Existe uma frase de Desmond Tutu, que algumas vezes aparece até nas redes sociais:

"Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor".

Espero que vocês, que já estão na estrada buscando o espaço dessa especialidade, do que eu que iniciei agora, não percam a motivação. A SBDOF é a maior esperança da classe porque é detentora de mais instrumentos para enfrentar a falta de, no mínimo, informação, daqueles que passam ao longe dos conhecimentos atuais que essa especialidade vem trazer à Odontologia. Respeitando os profissionais que muitas das vezes desconhecem até que a DTM e dor Orofacial é uma especialidade, a divulgação da mesma se faz através desse tipo de discussão.

Obrigada pelo espaço, mesmo que só tenha sido só mais um pequeno comentário, dentre outros tão mais elucidativos.

Abraços

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